Ano 2016 - Volume 38, Número 4


Título
Caracterização química e ação antibacteriana de extrato de própolis marrom da região sul do Brasil, 38(4):365-371
Autores

Resumo
RESUMO. Picoli T., Peter C.M., Hoffmann J.F., Latosinski G.S., Zani J.L., D’Ávila Vargas G., Hüber S. de O. & Fischer G. [Chemical characterization and antibacterial action of brown propolis extract from Southern Brazil.] Caracterização química e ação antibacteriana de extrato de própolis marrom da região sul do Brasil. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(4):365-371, 2016. Programa de Pós-Graduação em Veterinária, Laboratório de Virologia e Imunologia, Faculdade de Veterinária, Universidade Federal de Pelotas, Campus Universitário Capão do Leão s/n, Capão do Leão, RS 96900-010, Brasil. E-mail: picolivet@gmail.com

O objetivo desse estudo foi caracterizar quimicamente uma amostra de própolis marrom e determinar o tempo de ação necessário para eliminar micro-organismos causadores de mastite bovina. Foi preparado extrato hidroalcoólico de própolis marrom (25 mg/mL) e esse foi avaliado quanto ao teor de compostos fenólicos totais, flavonóides totais, análise qualitativa e quantitativa dos compostos fenólicos por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas e atividade antibacteriana frente a Escherichia coli, Staphylococcus spp, Streptococcus spp. Foram encontrados 34,39% e 13,46% de compostos fenólicos e flavonóides, respectivamente, dentre os quais se destacam ácido ferúlico (0,09 mg/g), ácido cafeico (0,17 mg/g) e ácido p-cumárico (3,39 mg/g). Nos primeiros 15 minutos de incubação todas as contagens de unidades formadoras de colônias (UFC) diferiram das contagens iniciais (p<0,01). Em 15 minutos de exposição ao extrato, Escherichia coli foi inibida em 38,72% e diferiu dos demais gêneros (p<0,01, n=6), sendo que Staphylococcus spp teve inibição de 46,03% e Streptococcus spp de 50,8%. Após 2 horas de incubação, o gênero Streptococcus foi totalmente eliminado, Staphylococcus spp após 3 horas e E. coli após 4 horas. Notadamente, E. coli foi a bactéria mais resistente, seguida de S. aureus. As demais espécies de Staphylococcus e Streptococcus não apresentaram diferenças entre as suas contagens. Conclui-se que a composição da amostra de própolis marrom do sul do Brasil apresenta grandes teores de ácidos fenólicos com ação antibacteriana comprovada, o que explica a atividade bactericida encontrada.
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