Ano 2016 - Volume 38, Número 3


Título
Análise morfológica, topográfica e vascularização da glândula tireóide em cães (Canis familiaris), 38(3):316-322
Autores

Resumo
RESUMO. Rodrigues A.B.F., Costa N.Q., de Aguiar R.R., Di Filippo P.A. & de Almeida A.J. [Topographical and morphological analysis and vascularization of the thyroid gland of the dogs (Canis familiaris).] Análise morfológica, topográfica e vascularização da glândula tireóide em cães (Canis familiaris). Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(3):316-322, 2016. Seção de Anatomia Animal, Laboratório de Morfologia Patologia Animal, Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Avenida Alberto Lamego, 2000, Parque California, Campos dos Goytacazes, RJ 28013-602, Brasil. E-mail: anaanatomiaanimal@gmail.com

Dados divergentes relacionados aos paramétricos métricos da glândula tireóide em cão nos serviram de estímulos para a realização deste trabalho que objetivou definir os padrões morfológicos, topográficos e de vascularização da glândula tireóide, utilizando como metodologia a descrição in situ da morfologia e da topográfica da referida glândula. Dos 48 cadáveres de cães analisados, machos e fêmeas, SRD, com idades entre 1 e 14 anos e peso corporal de 1,5Kg a 22Kg foi possível identificar uma glândula composta por dois lobos, ovais, alongados e de coloração marrom-escura, localizados dorsolateralmente à direita e à esquerda dos anéis traqueais. Na maioria dos animais, os lobos direito (52,1%) e esquerdo (58,3%) se posicionavam entre o 1º e 10º anel traqueal. Não foram observadas diferenças significativas entre as médias morfométricas dos lobos tireóideos quando comparadas pelo teste t ao nível de 5% de probabilidade. Ambos os lobos receberam nutrição, na maioria das vezes, pela artéria tireóidea cranial. Esta irrigou diretamente os lobos direito e esquerdo com apenas um vaso principal em 100% dos casos. Este vaso principal se subdividiu em até 6 pequenos ramos que penetraram na glândula. Da mesma forma, a artéria tireóidea caudal se dirigia aos pólos caudais dos lobos da glândula com um vaso principal, sofrendo subdivisões em pequenos ramos (1 a 3). Foi possível identificar uma correlação positiva entre o peso do animal e o comprimento da glândula, e entre o peso do animal e o peso da glândula. Verificou-se ainda que ambos os lobos foram supridos por ramos diretos das artérias carótidas comum que se apresentaram como artérias tireóideas cranial e caudal.
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