Ano 2016 - Volume 38, Número 3


Título
Espinha bífida em um cão sem raça definida - Relato de caso, 38(3):211-213
Autores

Resumo
RESUMO. Lempek M.R., Bordelo J., Veado J.C. & Dias M.I.R. [Bifida spine in a mongrel dog - Case report.] Espinha bífida em um cão sem raça definida - Relato de caso. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(3):211-213, 2016. Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Escola da Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Av. Antônio Carlos, 6627, Campus Pampulha, Belo Horizonte, MG 31270-901, Brasil. E-mail: marthinrl@hotmail.com

A espinha bífida é uma malformação óssea congênita com fechamento incompleto dos arcos vertebrais dorsais, podendo ocorrer em associação com a protrusão das meninges, medula espinhal e meninges devido ao defeito vertebral. Entre os possíveis fenômenos desencadeadores refere-se a hiperplasia das células do tubo dorsal que afetam a fusão do tubo neural e dos arcos vertebrais, simultaneamente a um defeito vascular limitante do fluxo sanguíneo na região dorsal da coluna vertebral. Esta enfermidade é descrita em animais de companhia, como em cães e gatos, da mesma forma que em animais do foro pecuário, como os bovinos. Relativamente aos animais de companhia, os cães braquicéfalos são os mais afetados em especial o Buldogue Inglês, entretanto em cães sem raça definida é pouco relatado na literatura. Desta maneira objetivo do presente relato é descrever a ocorrência de um caso de espinha bífida em um cão sem raça definida. Neste caso, a espinha bífida foi diagnosticada pelo exame clinico e radiológico. Observou-se que, além de espinha bífida nas vértebras lombo-sacra e meningomielocele, houve outra alteração congênita, como fechamento incompleto de alguns corpos vertebrais sacrais. Concluindo-se que todo animal filhote que apresente incontinência urinária e incontinência fecal deve-se realizar a avaliação completa para a detecção de malformação óssea congenita como a espinha bífida independente de raça ou espécie.
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