Ano 2016 - Volume 38, Número 1002


Título
Contagem diferencial de células no leite de vacas com mastite subclínica com as colorações de May-Grünwald Giemsa e Gram, 38(Supl.2):123-127, 2016
Autores

Resumo
RESUMO. Marques A.P.L., Botteon R.C.C.M., Machado C.H., Medeiros B.P., Assis J.D., Barros J.P.N. & Araújo F.L. [Differential count of cells in the milk of cows with subclinical mastitis with the colorations of May-Grünwald Giemsa and Gram.] Contagem diferencial de células no leite de vacas com mastite subclínica com as colorações de May-Grünwald Giemsa e Gram. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.2):123-127, 2016. Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto de Veterinária, Departamento de Medicina e Cirurgia Veterinária, BR 465, Km 7, Seropédica, RJ 23897-970, Brasil. E-mail: marquesapl@ufrrj.br

A contagem de células somáticas (CCS) determina a quantidade de leucócitos e células epiteliais presentes no leite. É utilizada para o monitoramento dos índices de mastite subclínica no rebanho. Vários testes podem ser usados para a CCS. Pela praticidade e precisão destaca-se a contagem eletrônica por citometria de fluxo. A contagem microscópica em lâminas é o método de referência para a determinação da CCS em leite cru sendo clássico o método descrito por Prescot & Breed (1910). Objetivou-se avaliar a contagem diferencial de células no leite de vacas com mastite subclínica, por microscopia óptica, em lâminas coradas pela técnica de May Grunwald-Giemsa e Gram. Em ambas as colorações as células apresentaram variações morfológicas. Contudo, o percentual de células não identificáveis não ultrapassou 10% reforçando a aplicabilidade da contagem diferencial de células, como utilizado em leucócitos em esfregaços hematológicos. Ocorreram pequenas variações nas contagens com as duas colorações. Observou-se o predomínio de neutrófilos (˃60%), seguidos de linfócitos (˃25%) de forma consistente com caracterização das amostras como procedentes de quartos com mastite subclínica. A coloração de May Grunwald-Giemsa apresentou resultados semelhantes ao Gram. As principais diferenças entre as colorações baseiam-se na amplitude e intensidade de coloração, a qual a coloração de Gram destacou-se. Na coloração de Gram, todo o fundo citológico e outros elementos foram evidenciados. O Gram apresentou como vantagem a visualização de vazios circulares correspondentes à gordura, possibilitando definir sobre a presença dos neutrófilos no leite por um tempo prolongado, e em algumas amostras a identificação das bactérias foi facilmente realizada. Conclui-se pela viabilidade da coloração de Gram como alternativa, e ainda mais se utilizada como coloração complementar, o que aumentaria a representatividade das contagens e a possibilidade de observações de outros elementos na amostra.
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