Ano 2016 - Volume 38, Número 1002


Título
Parasitos intestinais em suínos confinados em uma criação no município de Pinheiral- RJ, 38(Supl.2):117-122, 2016
Autores

Resumo
RESUMO. Carreiro C.C., Coelho C.D., Jorge J.L.B.P., Costa N.O.G., Paiva R.V., Teixeira Filho W.L., Rosa A.G. & de Jesus V.L.T. [Intestinal parasites in pigs confined in a creation in the municipality of Pinheiral - RJ.] Parasitos intestinais em suínos confinados em uma criação no município de Pinheiral- RJ. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.2):117-122, 2016. Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Instituto de Veterinária, BR 465 Km 7, Campus Seropédica, RJ 23897-970, Brasil. E-mail: carolinecarreiro@yahoo.com.br

Os distúrbios gastrointestinais são frequentemente observados em suínos em diferentes faixas etárias. Sendo responsáveis por importantes perdas econômicas, não só pela taxa de mortalidade dos leitões, como pela redução do ganho de peso e gastos com medicamentos. Além disso, em matrizes está associado à redução da fertilidade e repetições irregulares de cio. E apesar do grande desenvolvimento da suinocultura intensiva, pouco se sabe acerca da ocorrência de endoparasitos nesta espécie animal. Considerando-se que as enterites causam sérios prejuízos econômicos, o objetivo desse trabalho foi identificar os principais parasitos em fezes de matrizes e leitões confinados. Cinquenta e cinco amostras fecais (23 matrizes e 32 leitões) foram submetidas ao exame direto a fresco e a técnica de centrifugo - flutuação em açúcar, e posterior observação à microscopia óptica. Os resultados demonstraram que 72,7% dos animais encontravam-se positivos para pelo menos um parasito, sendo a coinfecção bastante significativa, onde 75% dos animais infectados apresentaram mais de um agente. Nas matrizes, os coccídios apresentaram-se mais frequentes (60,87%), seguidos dos parabasalídeos (52,17%), Strongyloidea (47,8%) e Balantidium (26,08%). Os coccídios também foram os mais frequentes nos leitões (25%), seguidos de Strongyloidea (18,75%), Balantidium (12,4%) e parabasalídeo (9,37%). Dessa forma, podemos concluir que apesar do grande desenvolvimento da suinocultura intensiva, as enteroparasitoses representam um grande entrave na produção, havendo a necessidade de programas mais efetivos de controle e prevenção.
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