Ano 2016 - Volume 38, Número 1002


Título
Perfil de atendimento por acupuntura no Hospital Veterinário de Pequenos Animais da UFRRJ-RJ (2006-2016), 38(Supl.2):49-56, 2016
Autores

Resumo
RESUMO. Santos Godoi T.L.O., Villas-Boas J.D., Souza C.C.F., Beck M.M., Moura G.H.C., Lima M.T.R. & Medeiros M.A. [Profile of the acupuncture service at the Small Animals Veterinary Hospital of UFRRJ-RJ (2006-2016).] Perfil de atendimento por acupuntura no Hospital Veterinário de Pequenos Animais da UFRRJ-RJ (2006-2016). Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.2):49-56, 2016. Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, BR 465, Km 7, Campus Universitário, Seropédica, RJ 23890-000, Brasil. Email: magda.medeiros@gmail.com

O Ambulatório de Acupuntura do Hospital Veterinário de Pequenos Animais da UFRRJ, localizado em Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil, tem o objetivo de oferecer atendimento em acupuntura de qualidade e a baixo custo, possibilitar o treinamento de estudantes na prática da Medicina Tradicional Chinesa e ser uma fonte de coleta de dados para a pesquisa clínica na área de acupuntura. Com o objetivo de fornecer o perfil de atendimentos deste ambulatório, foi realizado um estudo retrospectivo das fichas clínicas de janeiro de 2006 até março de 2016. Foram avaliados dados como sexo, idade e raça, além das principais patologias atendidas, localidade de origem dos pacientes e as técnicas de estimulação de pontos de acupuntura mais utilizadas. Os atendimentos foram realizados uma vez por semana e foram atendidos 372 pacientes. Os cães representaram 90,4% enquanto os gatos foram apenas 9,6% dos animais atendidos, sendo 49,5% de machos e 50,5% de fêmeas, com média de idade de 5,27 anos. A maioria dos animais eram sem raça definida, seguida por Poodles e Dachshunds. As localidades de origem mais comuns foram a cidade de Seropédica (26,9%), onde está localizada a UFRRJ, a Zona Oeste (26,3%) e Baixada Fluminense (16,9%). Distúrbios neurológicos e osteomusculares representaram respectivamente 67,3% e 23,8% do casos tratados, onde sequelas de cinomose, discopatias e traumas medulares foram as enfermidades mais comuns. As técnicas de estimulação de pontos de acupuntura utilizadas foram o agulhamento seco (99,2%), a moxabustão (26,6%); a eletroacupuntura (19,4%), e fármacoacupuntura (9,7%). Dos animais que aderiram ao tratamento (fizeram mais de 2 sessões), cerca de 65% apresentaram melhora significativa no quadro clinico inicial e 10,6% dos animais não apresentaram nenhum tipo de melhora clínica. Esses achados indicam que a acupuntura é uma terapia promissora na clínica de pequenos animais e que novos estudos devem ser realizados para demonstrar sua eficácia no tratamento de diferentes patologias.
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