Ano 2016 - Volume 38, Número 1001


Título
Telas de polipropileno e de submucosa de intestino de suíno na reparação de falhas na parede abdominal de ratos, 38(Supl.1):180-188
Autores

Resumo
RESUMO. Bürger C.P., Machado M.C.A., Ferreira A.R.A., Carneiro L.Z., Nunes N. & Costa Neto J.M. [Polypropylene and swine small intestinal submucosal meshes in repairs of defects on the abdominal wall of rats.] Telas de polipropileno e de submucosa de intestino de suíno na reparação de falhas na parede abdominal de ratos. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.1):180-188, 2016. Programa de Pós-Graduação Cirurgia Veterinária, Universidade Estadual Paulista, Campus de Jaboticabal, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brasil. E-mail: jmcn@ufba.br

Das inúmeras enfermidades que afligem os homens e os animais, as hérnias da parede abdominal são conhecidas desde a antiguidade. Não havendo técnica cirúrgica ideal ou estudo que valide um procedimento cirúrgico sobre os demais, objetivou-se com este trabalho avaliar o comportamento da tela de polipropileno (PP) e da membrana de submucosa de intestino delgado de suíno (SIS) na reparação de falhas na parede abdominal de ratos. Os animais foram distribuídos em dois grandes grupos com quatro subgrupos experimentais, correspondentes aos tempos de observação do pós-operatório para PP e SIS (7, 15, 30 e 45 dias) e onde foram feitas as avaliações clínico-cirúrgica, clínica macroscópica post mortem, histopatológica e por microscopia eletrônica de varredura. No segundo grupo, mais dois subgrupos de 30 e 45 dias com quatro animais cada, para cada biomaterial para avaliação tensiométrica. Dos dois grupos, ambos apresentaram aderências sobre o material. No teste de pressão, a tela de PP mostrou-se mais resistente aos 30 dias de observação, já que a tela SIS apresentou ruptura na região de sutura. Ambos os grupos apresentaram reação inflamatória, sendo que no grupo SIS a reação foi menor e com resolução mais rápida. A presença de colágeno foi vista nos dois grupos com predominância do colágeno tipo I e no grupo SIS foi encontrado em maior quantidade desde o início do experimento e a organização do tecido foi maior na tela de SIS. Conclui-se que as duas telas são biocompatíveis; não há superioridade de nenhum dos materiais e sugeriu-se a união das duas telas para novos trabalhos.
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