Ano 2016 - Volume 38, Número 1001


Título
Febre catarral maligna em bovino no estado do Rio de Janeiro - Relato de caso, 38(Supl.1):108-114
Autores

Resumo
RESUMO. Galvão A., Galvão C.F., Caldas S.A., dos Santos A.M., d’Avila M.S., Cid G. de C., Nogueira V.A. & Peixoto T.C. [Malignant catarrhal fever in a bovine in the State of Rio de Janeiro - A case report.] Febre catarral maligna em bovino no estado do Rio de Janeiro - Relato de caso. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.1):108-114, 2016. Departamento de Anatomia, Patologia e Clínicas Veterinárias, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal da Bahia, Av. Adhemar de Barros, 500, Ondina, Salvador, BA 40170-110, Brasil. E-mail: tcpeixoto@ufba.br

Relata-se um caso de febre catarral maligna em uma vaca Holandesa com seis anos de idade criada em uma fazenda no município de Amparo, RJ, cujo rebanho bovino tinha estreito contato com ovinos criados na propriedade. Os sinais clínicos observados foram depressão, hipertermia (42°C), anorexia, respiração ofegante, sialorreia, opacidade da córnea, descarga nasal mucopurulenta profusa, apatia, erosões e úlceras na mucosa oral e nasal, desprendimento do epitélio da língua e do palato, halitose pútrida, cegueira, incoordenação e decúbito seguido de morte. A evolução da doença foi de 83 horas. Os achados de necropsia incluíam moderada linfadenomegalia de linfonodos superficiais, acentuado edema pulmonar, moderada quantidade de conteúdo catarral nos brônquios, necrose da extremidade das papilas cônicas da bochecha, hiperemia e grandes áreas de ulceração multifocais a coalescentes no palato duro e língua. Na cavidade nasal, havia moderada hiperemia, múltiplas erosões e úlceras, conchas nasais recobertas por exsudato catarral a mucopurulento, além de marcada dermatite crostosa do muflo. Nos rins verificaram-se na superfície natural múltiplos pontos milimétricos esbranquiçados. Adicionalmente verificaram-se moderada hiperemia da mucosa da vesícula urinária e congestão menigeana. A avaliação microscópica revelou, no sistema nervoso central, moderada infiltração de células mononucleares na adventícia e nos espaços perivasculares associados à gliose focal. Na rete mirabile carotídea havia marcado infiltrado inflamatório mononuclear na túnica média e adventícia das artérias. No fígado verificaram-se congestão e vasculite mononuclear moderadas, além de moderado infiltrado inflamatório mononuclear periportal. No pulmão havia moderado edema e leve vasculite mononuclear. Nos rins, observaram-se congestão, vasculite mononuclear e nefrite intersticial mononuclear composta predominantemente por macrófagos e linfócitos.
Download / Visualização