Ano 2016 - Volume 38, Número 1001


Título
Tratamento cirúrgico da hérnia perineal em cães pela técnica de elevação do músculo obturador interno e reforço com cartilagem auricular suína ou tela de polipropileno, 38(Supl.1):99-107
Autores

Resumo
RESUMO. do Rego R.O., Henrique F.V., Felipe G. da C., de Medeiros L.K.G., de Araújo S.B., de Oliveira Junior A.G., Alves A.P., Costa Neto J.M. & da Nóbrega Neto P.I. [Surgical treatment of the perineal hernia in dogs by internal obturator muscle elevating technic and reinforcement with swine auricular cartilage or polypropylene mesh.] Tratamento cirúrgico da hérnia perineal em cães pela técnica de elevação do músculo obturador interno e reforço com cartilagem auricular suína ou tela de polipropileno. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.1):99-107, 2016. Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande, Avenida Universitária, s/n, Bairro Santa Cecília, Rodovia PB 110, Patos, PB 58700-970, Brasil. E-mail: renato_otaviano@yahoo.com.br

Objetivou-se com esse estudo avaliar a eficiência da utilização da cartilagem auricular suína conservada em glicerina a 98% comparativamente à tela de polipropileno como reforço na reconstrução cirúrgica do diafragma pélvico na herniorrafia perineal em cães. Foram utilizados 11 cães machos, de diferentes raças, com idade entre cinco e 15 anos, pesando entre 4,4 e 18,7 quilogramas, os quais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, GC e GT, sendo que um animal do GT foi submetido à herniorrafia bilateral. A hérnia perineal foi corrigida pela técnica de elevação do músculo obturador interno em ambos os grupos, sendo que nos animais do GC reforçou-se o diafragma pélvico com o enxerto de cartilagem auricular suína conservada em glicerina a 98% e nos animais do GT utilizou-se a tela de polipropileno como reforço. Em todos os animais realizou-se orquiectomia imediatamente após a herniorrafia. Os animais foram avaliados até o 90º dia de pós-operatório, mediante análises clínica e ultrassonográfica da região perineal. Os resultados obtidos demonstraram que não houve diferença estatística entre o reforço com a cartilagem auricular suína e com a tela de polipropileno. No período de avaliação proposto não houve recidivas no GT, e apenas em um caso no GC, 90 dias após o procedimento cirúrgico. Observou-se a ocorrência de outras complicações, tais como herniação no lado contralateral ao da herniorrafia em um animal do GT e outro do GC, e incontinência urinária em um animal do GC. Ocorreu redução do tamanho da próstata em todos os pacientes, a partir de 10 dias após a orquiectomia. Concluiu-se que o implante de cartilagem auricular suína é uma alternativa tão viável quanto a tela de polipropileno para o reforço da reparação do diafragma pélvico de cães acometidos por hérnia perineal.
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