Ano 2016 - Volume 38, Número 1001


Título
Autoenxerto de túnica vaginal como reforço na herniorrafia perineal em cão - Relato de caso, 38(Supl.1):1-8
Autores

Resumo
RESUMO. Faria B.G.O., da Silva V.M., Muramoto C., Quessada A.M., Barbosa V.F., Silva E.A.C., Martins Filho E.F. & Costa Neto J.M. [Autograft of tunica vaginalis as reinforcement of perineal herniorrhaphy in dog - A case report.] Autoenxerto de túnica vaginal como reforço na herniorrafia perineal em cão - Relato de caso. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(Supl.1):1-8, 2016. Programa de Pós-Graduação Ciência Animal nos Trópicos, Universidade Federal da Bahia, Av. Ademar de Barros, 500, Ondina, Salvador, BA 40170-110, Brasil. E-mail: jmcn@ufba.br

A orquiectomia, cirurgia coadjuvante para o tratamento da hérnia perineal, disponibiliza um tecido conjuntivo que, a exemplo de outras membranas biológicas, possui características ideais para enxertia. Desta forma, descreve-se a utilização da túnica vaginal como autoenxerto livre para reparação do diafragma pélvico de um cão de 12 anos, portador de hérnia perineal unilateral direita, redutível. O procedimento cirúrgico consistiu de dois tempos cirúrgicos. Inicialmente, foi realizada a orquiectomia fechada. Após a exérese dos órgãos, as túnicas de ambos os testículos foram coletadas e preparadas em um único enxerto de dupla camada. Posteriormente, foi realizada abordagem ao processo herniário, que se caracterizava por amplo anel herniário, acompanhado por discreta atrofia muscular e conteúdo herniário composto por alças intestinais, bexiga urinária e próstata. Após redução do conteúdo e debridamento muscular, procedeu-se à síntese muscular primária por meio de sutura, que se mostrou deficitária, permitindo aproximação das bordas musculares, mas com evidente fragilidade tecidual. O enxerto então foi fixado à musculatura e sepultado pela sutura intradérmica e de pele. O animal foi acompanhado por um período de 180 dias de pós-operatório, mediante análises clínicas e ultrassonográfica sem serem evidenciados quaisquer sinais de complicações ou recidiva. Conclui-se que o autoenxerto de túnica vaginal, obtido através da orquiectomia prévia, foi uma opção viável para reforço da herniorrafia clássica no reparo do diafragma pélvico e pode ser empregada para o tratamento da hérnia perineal.
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