Ano 2016 - Volume 38, Número 2


Título
Avaliação da infusão contínua de dexmedetomidina ou dexmedetomidina-midazolam sobre variáveis cardiorrespiratórias e qualidade da recuperação anestésica, em cadelas submetidas à ovariosalpingohisterectomia, 38(2):168-174
Autores

Resumo
RESUMO. Otero A.R. dos S., Barbosa V.F., Carneiro R.L., Martins Filho E.F., de Azevedo M.C., Santos B.C.P., Gordilho Filho A. de O. & da Costa Neto J.M. [Evaluation of continuous infusion of dexmedetomidine or dexmedetomidine-midazolam on cardiorespiratory variables and quality of anesthetic recovery, in bitches submitted to ovariosalpingohysterectomy.] Avaliação da infusão contínua de dexmedetomidina ou dexmedetomidina-midazolam sobre variáveis cardiorrespiratórias e qualidade da recuperação anestésica, em cadelas submetidas à ovariosalpingohisterectomia. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 38(2):168-174, 2016. Departamento de Anatomia, Patologia e Clínicas Veterinárias, Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal da Bahia, Av. Adhemar de Barros 500, Salvador, BA 40170-110. Brasil. E-mail: vivian.fernanda@ufba.br

Objetivou-se avaliar os efeitos cardiorrespiratórios e sobre a qualidade da recuperação anestésica decorrentes da infusão contínua de dexmedetomidina, associada ou não ao midazolam em cadelas submetidas à ovariosalpingohisterectomia. Foram utilizadas 20 cadelas adultas hígidas, distribuídas em dois grupos denominados grupo dexmedetomidina (GD) e grupo dexmedetomidina-midazolam (GDM). Procedeu-se a pré-medicação com atropina (0,044 mg/kg) e, após 15 minutos, administrou-se propofol IV, em dose suficiente para intubação orotraqueal, mantendo-se a anestesia com isofluorano. O grupo GD recebeu dexmedetomidina em bolus (2 μg/kg), seguido de infusão contínua (2 μg/kg/h). O grupo GDM recebeu o mesmo tratamento acrescido do midazolam nas doses de 0,2 mg/kg e 0,2 mg/kg/h, respectivamente. As cadelas foram submetidas à ovariosalpingohisterectomia, registrando-se as variáveis cardiorrespiratórias imediatamente antes da aplicação de dexmedetomidina ou de dexmedetomidina e midazolam (M0) e sequencialmente, em intervalos de 10 minutos, durante 40 minutos (M1 a M4). Foram avaliados os tempos e a qualidade da recuperação anestésica. No GD houve aumento inicial das pressões arteriais (PAS, PAD, PAM) e redução da frequência cardíaca (FC). A associação dexmedetomidina-midazolam resultou em melhor estabilidade hemodinâmica. Ambos os protocolos são considerados seguros e proporcionam adequada recuperação anestésica.
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